Maria do Ceo Correa

Divagações e Imagens.

Textos

ZÉ DAS TROCAS
ZÉ DAS TROCAS

Vivendo de cambalacho,
Vende ou troca sem cessar.
Até galo de despacho
O larápio quis trocar.

Mora à beira de um riacho,
Não há com quê se inquietar.
Quando é noite, acende o facho,
E começa a procurar.

Achou um certo capacho,
Num muro estava a secar.
Mais adiante, um grande tacho,
Levou-os pra negociar.

No caminho, sob um cacho
Do cabelo foi atar
Arruda, para o despacho
Nenhum mal vir lhe causar.

Zé das Trocas, cabra macho,
Numa feira foi trocar.
De frutas encheu o tacho,
Pra tornar a negociar.

Pela troca do capacho
Belas uvas pode achar,
Escolheu um belo cacho
Para poder merendar.

Quando à beira do riacho,
Sentado pra meditar,
Na mente brilhou um facho:
-"Minha mulher vou trocar!"
Maria do Céo Corrêa

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Publicado em 06/02/2010 às 01h10


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