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ZÉ DAS TROCAS
ZÉ DAS TROCAS
Vivendo de cambalacho, Vende ou troca sem cessar. Até galo de despacho O larápio quis trocar. Mora à beira de um riacho, Não há com quê se inquietar. Quando é noite, acende o facho, E começa a procurar. Achou um certo capacho, Num muro estava a secar. Mais adiante, um grande tacho, Levou-os pra negociar. No caminho, sob um cacho Do cabelo foi atar Arruda, para o despacho Nenhum mal vir lhe causar. Zé das Trocas, cabra macho, Numa feira foi trocar. De frutas encheu o tacho, Pra tornar a negociar. Pela troca do capacho Belas uvas pode achar, Escolheu um belo cacho Para poder merendar. Quando à beira do riacho, Sentado pra meditar, Na mente brilhou um facho: -"Minha mulher vou trocar!"
Maria do Céo Corrêa
Publicado em 06/02/2010 às 01h10
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