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OS PÉS
OS PÉS
Não há maior conforto Depois de tanto andar, Cansado, quase morto, Sentar pra descansar. Com unhas encravadas Dureza é caminhar. Com bolhas instaladas Não dá para agüentar. Um tal de joanete Consegue torturar, É como um alfinete No pé sempre a fincar. Um calo majestoso, Só para completar, Torna-se melindroso Se alguém lhe esbarrar. Depois de tudo isso, E os dedos entortar, Já tens o compromisso, No Céu poder entrar. Pagaste teus pecados, Nas nuvens vais andar, Teus pés amaciados, Prontos para bailar!
Maria do Céo Corrêa
Publicado em 04/02/2010 às 01h06
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